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Avaliação do I Fórum da Igreja Católica no RS

Realizado o I Fórum da Igreja Católica no RS, é tempo de parada e avaliação em vista da dinamização e continuidade da ação evangelizadora em nosso Estado.

Partimos da premissa de que o evento foi promovido e organizado pelas 17 dioceses em parceria com a Conferência dos Religiosos, envolvendo as coordenações diocesanas de pastoral, bem como os responsáveis pelas articulações dos setores de pastoral e os presidentes dos movimentos eclesiais leigos. Todos foram convocados e chamados ao trabalho, tendo com base as comunidades, as paróquias, dioceses, as escolas, os hospitais, as pastorais, as assembléias de pastoral, os conselhos de pastoral, contando com as forças vivas da Igreja: bispos, padres, diáconos, religiosos/as e leigos/as engajados/as.

A avaliação se insere no espírito que norteou a organização do evento: a participação das comunidades e lideranças, valorizando características e originalidades, num trabalho coletivo, dinâmica sugerida em Puebla: comunhão e participação, nascida na colegialidade e co-responsabilidade na missão, conquistas do Concilio do Vaticano II.

Na preparação do Fórum algumas opções foram feitas e que precisam ser retomadas no caminho de renovação e conversão da Igreja e das comunidades: a Igreja a serviço do Reino no RS; diálogo sincero e aberto com a sociedade; qualificação dos serviços pastorais; aliança com os pobres e excluídos; compromisso missionário e profético; formação de leigos/as e os ministérios na Igreja; revisão e reforma das estruturas e da organização da Igreja.

O coração do Fórum é o Reino de Deus acontecendo em terras gaúchas. A Igreja tem consciência que está a serviço desse Reino e como tal se entende e justifica a sua ação evangelizadora.

O Reino está em realização na caminhada do povo. A consciência da Igreja servidora do Reino e o desafio da fidelidade ao Espírito postulam o diálogo com a sociedade. Diálogo como encontro com os homens e as mulheres, portadores do amor de Deus e carentes de vida, de pão, de paz e acolhida materna na família da comunidade eclesial.

No tempo de preparação, a Igreja se propôs a dialogar com a sociedade e ouvir os apelos de Deus presentes nos clamores do povo. Precisamos dar continuidade a esse diálogo para garantir a fidelidade a Deus e ao povo. A preparação para o Fórum foi uma iniciação a esse diálogo e também instância para qualificar os serviços pastorais.

A avaliação é uma retomada da história da preparação do Fórum, com seus limites e avanços, virtudes e pecados, aberturas e fechamentos à ação do Espírito, partilhas e resistências, envolvimentos pessoais e comunitários, à luz do lema concretizado no objetivo geral, tendo em vista a missão da Igreja no presente e no futuro.

É nesse contexto e nessa perspectiva que devem ser lidas e entendidas as questões orientadoras da avaliação. Avaliação que só pode ser feita em clima de oração, de escuta do Senhor e abertura do coração para o novo.

Indica-se como método:

  1. Uma avaliação pessoal, com tempo e calma, por escrito.
  2. Partilha da avaliação em pequenos grupos ou nas equipes de serviço do Fórum, num clima de reflexão, fazendo uma síntese por escrito.
  3. Envio da síntese para as diocese, coordenações regionais de setores e movimentos leigos.
  4. Uma assembléia regional das lideranças e dos organismos da Igreja para mergulhar nas descobertas e constatações e propor ou firmar os passos a serem seguidos.
  5. Publicação da história da construção do Fórum a ser distribuída em grande número, contando o que foi o evento, assinalando as suas descobertas e apontando os horizontes a serem seguidos no presente no futuro.


Cronograma da avaliação

  1. Setembro e outubro: avaliação individual, por escrito
  2. Outubro: avaliação nos grupos, nas paróquias, nas equipes de serviço, nos setores e movimentos leigos...
  3. Novembro: avaliação nas dioceses, na CRB, CRP, CRD...
  4. 27 e 28 de novembro: assembléia regional para avaliação global do Fórum.
  5. De 3 a 6 de dezembro - avaliação conclusiva no encontro dos bispos


Questões orientadoras para a avaliação do Fórum, a serem refletidas em todos os grupos e instâncias de preparação e realização do Fórum:

  1. Como foi recebida a idéia do Fórum na sua diocese e/ou paróquia?
  2. Quem ofereceu mais resistências? Por que?
  3. Quais foram as principais dificuldades na divulgação e organização do Fórum na sua diocese, e/ou paróquia, e/ou colégio...?
  4. O que o Fórum trouxe novo para a sua paróquia e/ou diocese?
  5. Em que contextos ocorreu o I Fórum da Igreja Católica no RS?
  6. Esses contextos, em que questionam e iluminam o trabalho pastoral da Igreja?
  7. Conseguimos dialogar internamente e com a sociedade? Sobre o que dialogamos neste tempo de Fórum?
  8. Que Igreja emerge do Fórum? (Que rosto de Igreja está aparecendo? Quais são na prática os seus compromissos? Que lugar ocupam os pobres nas comunidades e na organização da paróquia e da diocese? Como é praticado o serviço de acolhida?...)
  9. Que atitudes e posturas sugeridas pelo Fórum podem ser incorporadas na ação evangelizadora da Igreja?
  10. Outras observações e/ou sugestões.

Observação: entregar a sua avaliação na secretaria da paróquia, ou no Secretariado Pastoral da sua Diocese ou enviar por e-mail para: fcnbbrs@portoweb.com.br, até o dia 30 de outubro.


Pe. Marcelino Sivinski
Coordenador Geral do Fórum

 

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