Diocese de Uruguaiana: um pouco de sua história
Pe. Flavio Soares e Yeda Zaccaro

A Diocese de Uruguaiana foi criada no dia 15 de agosto de 1910, através da Bula Praedecessorum nostrorum, do Papa Pio X. Nessa mesma data e pelo mesmo ato, Pio X criava a Arquidiocese de Porto Alegre e as Dioceses de Pelotas e Santa Maria. A instalação de nossa Diocese se deu no dia 19 de maio de 1912, quando tomou posse o primeiro bispo diocesano, Dom Hermeto José Pinheiro.
A Diocese de Uruguaiana está situada na região oeste do Rio Grande do Sul, compreendendo, atualmente, 13 municípios, num território de 35.439 km2, caracterizado por grandes distâncias – sendo que a Paróquia mais próxima de Uruguaiana, sede da Diocese, está a 70 km (Barra do Quaraí) e a mais distante a 360 km (Capão do Cipó). Segundo o Censo 2000, a população urbana da Diocese é de 377.698 habitantes e a rural é de 56.760 – num total de 434.887 habitantes, dos quais 323.062 são católicos (74,28% da população).
Para sua ação evangelizadora, a Diocese de Uruguaiana conta atualmente com 16 Paróquias, nas quais encontramos 213 Comunidades com sede própria, 17 casas religiosas e 10 escolas católicas. O Presbitério é constituído de 23 padres diocesanos e dois religiosos, cuja faixa etária alcança a média de 63,6 anos. Os municípios que compõem a Diocese são: Uruguaiana (quatro Paróquias), Alegrete (três Paróquias), São Borja (duas Paróquias), Quaraí, Manoel Viana, São Francisco de Assis, Santiago, Itacurubi, Maçambará e Itaqui (todos com uma Paróquia). E ainda três municípios que não são Paróquia: Barra do Quaraí, Unistalda e Capão do Cipó.
UM POUCO DE HISTÓRIA... |
1. Tendo sido criada em 1910, a Diocese de Uruguaiana, ao longo destes quase 100 anos, viu seu território passar por sucessivas alterações, pois de sua abrangência inicial foram cedidos os territórios que hoje constituem a Diocese de Bagé (criada em 1960, para a qual cedeu seis municípios, além daqueles cedidos por Pelotas) e a Diocese de Santo Ângelo (criada em 1961, com território desmembrado integralmente de Uruguaiana).
2. Das atuais 16 Paróquias, 07 foram instituídas antes da criação da Diocese. São elas: São Patrício (Itaqui), em 1837; Nossa Senhora da Conceição Aparecida (Alegrete), São Francisco de Borja (São Borja) e Sant’Ana (Uruguaiana, atualmente a Catedral Diocesana), todas em 1846; São Francisco de Assis (na cidade homônima), em 1857; São João Batista (Quaraí), em 1859; e Nossa Senhora da Conceição (Santiago), em 1876.
3. A Paróquia São Francisco de Borja, de São Borja, foi criada por uma Lei Provincial de 02 de maio de 1846, mas, sendo o primeiro dentre os Sete Povos das Missões, fundado em 1682, com a atuação do Pe. Francisco Garcia de Prada junto aos índios, desde então já havia um trabalho organizado de Igreja. São Borja integrava as chamada “Missões Jesuíticas” – e contou com a presença dos jesuítas até 1768, com a expulsão da Companhia de Jesus, quando a comunidade é assumida pelos dominicanos. É importante registrar que, embora a data oficial da fundação seja 1846, há cinqüenta anos antes já era chamada de paróquia, e antes disso, há uns cem anos, era considerada curato. São Borja ainda tem o privilegio de ser o lugar mais antigo do Rio Grande do Sul com presença ininterrupta de Igreja.
4. Depois de São Borja, Alegrete tem a Paróquia mais antiga da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul: o curato de Nossa Senhora Aparecida de Alegrete, que foi criado em 1816 pelo Vigário-geral da Província, Cônego Antonio Vieira da Soledade, nomeando ao Pe. Francisco de Paula Teixeira seu primeiro cura. Ali foi instituída, em 1846, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição.
5. A Paróquia São Francisco de Assis, da mesma cidade, foi criada aos 17 de fevereiro de 1857 – mas desde 1812 já havia uma capela dedicada a São Francisco de Assis, no Forte do mesmo nome, que se estabeleceu na região em 1801. E foi também nessa região que São Roque Gonzáles levantou a 3ª redução jesuítica, com o nome de Candelária do Ibicuí.
6. A Paróquia Nossa Senhora do Carmo, de Uruguaiana, foi criada no dia 08 de maio de 1928, quando a pequena Capela da Conceição, pertencente à Paróquia Sant’Ana, tornou-se oficialmente Paróquia. É esta a primeira fundação dos Carmelitas Descalços no sul do Brasil, tendo iniciado atividades em 1911.

O Projeto Especial de Evangelização “Rumo ao Centenário da Diocese” afirma que “a Diocese de Uruguaiana, ao alcançar o centenário, terá passado por duas experiências históricas bem distintas”:

b) Cerca de 50 anos depois do Vaticano II (1964-2010), com nova organização, sob os cuidados igualmente de três bispos: Dom Augusto Petró (1964-1995), Dom Pedro Ercílio Simon (1995-1998) e Dom Ângelo Domingos Salvador (1999 - ....) – sendo que Dom Augusto pastoreou a Diocese durante 31 anos” (Rumo ao Centenário da Diocese, 23).
Aqui podemos conhecer um pouco mais os Bispos de Uruguaiana:
| DOM HERMETO JOSÉ PINHEIRO |
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O primeiro bispo de Uruguaiana nasceu no dia 28 de agosto de 1870, em Caldeirões, AL. Com 13 anos entrou no Seminário de Olinda, PN. Foi ordenado sacerdote em 21 de dezembro de 1895, e eleito bispo no ano de 1911. Sua ordenação episcopal aconteceu no dia 17 de março de 1912, na Matriz de Boa Vista, no Recife, onde era vigário, e assumiu como lema: “In Te Domine Speravi”. Tomou posse na Diocese de Uruguaiana no dia 19 de maio do mesmo ano, permanecendo à frente da mesma por 29 anos. Faleceu no dia 03 de novembro de 1941, em Uruguaiana, aos 71 anos.
Dom Hermeto foi o “organizador” da Diocese de Uruguaiana – um árduo trabalho: quando aqui chegou encontrou 12 Paróquias, 3 curatos e apenas cinco padres... Passados vinte e cinco anos, contava com 27 Paróquias, 78 capelas e 25 padres seculares.
DOM JOSÉ NEWTON DE ALMEIDA BAPTISTA |
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Nasceu no dia 16 de outubro de 1904, em Niterói, RJ. Com 15 anos entrou no Seminário de Pirapora. Cursou filosofia e teologia na Universidade Gregoriana, em Roma, onde foi ordenado sacerdote em 28 de outubro de 1928. Doutorado em Teologia, voltou para o Rio de Janeiro em 1929. No ano de 1944 foi eleito bispo e ordenado no dia 03 de setembro do mesmo ano, com o lema: “Adveniat Regnum Tuum”. Tomou posse na Diocese de Uruguaiana no dia 07 de outubro de 1944, permanecendo por 10 anos, assumindo depois a Arquidiocese de Diamantina, MG. Em 1960 foi escolhido para dirigir a Arquidiocese de Brasília, tarefa que exerceu por 24 anos. Lá faleceu em 11 de novembro de 2001, aos 97 anos.
Dom José Newton dedicou-se de modo especial à causa das vocações – tendo projetado e iniciado a construção do Seminário Sagrado Coração de Jesus, em Uruguaiana (que começou suas atividades em 1956). Também organizou o primeiro Congresso Eucarístico Diocesano (1947), preparando o Congresso Eucarístico Nacional de Porto Alegre.
DOM LUIZ FELIPE DE NADAL |
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Gaúcho de Guaporé, nasceu no dia 1º de maio de 1916 e entrou no Seminário de São Leopoldo com 10 anos. Foi ordenado sacerdote no dia 22 de agosto de 1939 – e nomeado bispo dezesseis anos depois. Sua ordenação episcopal aconteceu no dia 29 de junho de 1955, escolhendo o lema: “Oboediens In Laetitia”. Tomou posse na Diocese de Uruguaiana no dai 15 de agosto do mesmo ano. Faleceu em 1963, em acidente aéreo, aos 47 anos.
Dom Luis Felipe criou a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Uruguaiana – FAFIUR. Também concluiu as obras o Seminário Sagrado Coração de Jesus. Teve ainda grande preocupação pelas famílias e pela integração da evangelização com a cultura do povo gaúcho. Foi grande incentivador dos meios de comunicação social, fundando a rádio São Miguel e a SOMAR – Sociedade Magistério no Ar, programa pioneiro de alfabetização de adultos.
DOM AUGUSTO PETRÓ |
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Natural de Santo Antonio da Patrulha, Dom Augusto nasceu no dia 03 de maio de 1918. Fez seus estudos no Seminário de São Leopoldo. Foi ordenado sacerdote no dia 30 de novembro de 1944, sendo nomeado Bispo catorze anos depois. Sua ordenação episcopal foi realizada no dia 27 de julho de 1958, tendo por lema: “Fac Et Vives”. Assumiu então a Diocese de Vacaria, onde atuou até o dia 12 de março de 1964, quando foi transferido para Uruguaiana.
Dom Augusto ajudou a implantar o Vaticano II e sua proposta renovadora na Diocese de Uruguaiana. Aos 89 anos, é o primeiro bispo emérito de Uruguaiana.
DOM PEDRO ERCÍLIO SIMON |
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Nasceu em Ibiaçá no dia 09 de setembro de 1941. Aos onze anos entrou no Seminário de Tapera, estudando ainda em Erexim e em Viamão, onde cursou filosofia e teologia. Foi ordenado sacerdote no dia 12 de dezembro de 1965, em Santo Ângelo. Depois de ordenado cursou agronomia, em Passo Fundo, e fez o mestrado de teologia em Roma. Sua ordenação episcopal aconteceu no dia 30 de dezembro de 1990, quando tomou por lema: “Em nome de Jesus”, tendo sido nomeado bispo coadjutor de Cruz Alta. Tomou posse na Diocese de Uruguaiana no dia 30 de julho de 1995, permanecendo até 1997, quando foi transferido para a Diocese de Passo Fundo. Em sua passagem por Uruguaiana, Dom Ercílio instituiu as Paróquias São José (Alegrete), Santa Terezinha (Itacurubi), Nossa Senhora dos Navegantes (Manoel Viana) e São João Batista (Uruguaiana).
DOM ÂNGELO DOMINGOS SALVADOR |
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O atual bispo de Uruguaiana nasceu em Segredo (outrora, município de Vacaria e hoje pertencente a Ipê), no dia 17 de julho de 1932, tendo ingressado ao Noviciado na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos no ano de 1950 – fazendo sua Profissão Solene no dia 11 de fevereiro de 1954. Sua ordenação sacerdotal aconteceu aos 22 de março de 1958, na Igreja Santo Antônio do Partenon, em Porto Alegre. Foi ordenado bispo no dia 14 de junho de 1981, em Vacaria, assumindo no mesmo ano como Bispo Auxiliar de Salvador da Bahia. Passou ainda por Coxim – MS (1986-1991) e Cachoeira do Sul (1991-1999), antes de tomar posse da Diocese de Uruguaiana em 15 de agosto de 1999.
Na Diocese de Uruguaiana, Dom Ângelo tem tomado valiosas iniciativas na recuperação da memória histórica e propôs o Projeto Especial de Evangelização, que prepara o centenário da Diocese, em 2010.
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A Diocese de Uruguaiana possui dois padroeiros diocesanos: São Miguel Arcanjo e Nossa Senhora Conquistadora. O texto do Projeto Especial de Evangelização “Rumo ao Centenário da Diocese” nos conta:
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Essa devoção mariana foi difundida pelo missionário jesuíta Roque Gonzáles (que, ao lado de seus companheiros Afonso Rodrigues e João de Castilhos, aparece na estampa da Conquistadora), quando evangelizou os índios do Rio Grande do Sul, no séc. XVIII. São Miguel Arcanjo é celebrado no dia 29 de setembro, e Nossa Senhora no dia 15 de novembro; mas a Diocese a celebra na “Romaria Diocesana”, no penúltimo domingo de outubro.

A Romaria Diocesana de Nossa Senhora Conquistadora é um momento forte de evangelização de massa na Diocese de Uruguaiana, valorizando e orientando a religiosidade popular, manifestada pela grande devoção a Maria, Mãe de Jesus Cristo. A Romaria Diocesana faz parte do que o Projeto Especial de Evangelização chama de “Tradição viva da Diocese”, sendo o Projeto Comum Permanente 05, cujos objetivos são, basicamente, fortalecer a unidade diocesana, oportunizar a formação da consciência cristã e eclesial do povo, favorecer práticas missionárias e redimensionar a devoção a Maria.
A caminhada da Romaria Diocesana teve início em 1990, quando aconteceu a peregrinação da imagem de Nossa Senhora Conquistadora por toda a Diocese. Depois disso, realizaram-se 15 romarias, sendo 13 em sua etapa “itinerante”, quando passou por todas as nossas Paróquias. A 18ª Assembléia Diocesana de Pastoral, em 2003, definiu-se pela fixação da Romaria Diocesana na sede da Diocese – em Uruguaiana, onde também se localizará o Santuário Diocesano de Nossa Senhora Conquistadora (ainda em processo de construção). Desse modo, no ano de 2004, a imagem da Padroeira Diocesana fez uma nova peregrinação, passando por todos os municípios da Diocese. Neste ano de 2007, a 16ª Romaria Diocesana tem por lema: “Com a Mãe Conquistadora, um só coração e
uma só alma”.

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A Diocese de Uruguaiana, desde 2004, orienta sua ação evangelizadora pelo PROJETO ESPECIAL DE EVANGELIZAÇÃO “RUMO AO CENTENÁRIO DA DIOCESE”. Tal Projeto de Evangelização, como seu nome já indica, quer nos ajudar na preparação e na celebração dos cem anos de nossa Igreja Particular, em 2010. Vamos conhecê-lo um pouco:
O QUE É? |
O Projeto Especial de Evangelização é um conjunto de orientações pastorais fundamentado no programa de sempre: o Evangelho, a Tradição viva da Igreja e os desafios da realidade que nos cerca. Essas orientações foram adaptadas às condições do aqui e agora de nossa Diocese, resumindo nossos principais compromissos pastorais, definidos num processo de comunhão e participação, sobretudo nos últimos anos.
POR QUE ESSE TÍTULO? |
O Projeto Especial de Evangelização recebeu o título de “Rumo ao Centenário da Diocese” – o qual já nos remete ao seu objetivo concreto: celebrar os 100 anos da Diocese de Uruguaiana, em 15 de agosto de 2010. É um projeto especial por ter uma “meta especial”: tornar nossa Igreja Particular uma DIOCESE PLENA; e por ter um “tempo definido”: tempo para iniciar e tempo para terminar – de 2001 a 2010, período que foi chamado de “Década da Diocese”.
O QUE É “DIOCESE PLENA”? |
A Diocese Plena é o modo de pensarmos aquela Igreja que oferece todos os serviços religiosos e de promoção humana necessários para que as pessoas possam viver de forma madura a fé cristã. Em outras palavras, uma Igreja “que realiza aqui, em favor do povo da região, tudo o que Jesus Cristo realizou na Palestina em favor da humanidade”.
QUAL SEU OBJETIVO GERAL? |
O Objetivo Geral do Projeto Especial de Evangelização é: EVANGELIZAR o povo da Fronteira Oeste do Estado, pela proclamação da Boa Nova de Jesus Cristo, através do Projeto Especial “Rumo ao Centenário da Diocese”, atentos à sua “tradição viva” e aos desafios de nossa realidade, refletindo sobre o Fundamental Diocesano, em busca do Ideal Diocesano, a caminho de uma Diocese Plena, como Povo de Deus, participando da construção de uma sociedade justa e solidária, na perspectiva do Reino definitivo.
QUAL SEU OBJETIVO ESPECÍFICO? |
O Objetivo Específico do Projeto Especial de Evangelização propõe contribuir eficazmente para que a Igreja Particular de Uruguaiana possa vir a ser uma Diocese Plena, que ofereça todos os serviços de Igreja a todo o povo da região.
QUAL SEU SÍMBOLO? |
O Projeto Especial de Evangelização tem por símbolo ou ícone uma ÁRVORE FRUTIFERA, que já simbolizava o Projeto Diocesano anterior, aplicado entre 1997-2203, cujo texto explicava: “A figura da árvore se presta bem para simbolizar nosso Projeto, que quer ser um PROCESSO, uma caminhada, uma construção. É algo VIVO, cujos ramos crescem e cujas raízes se aprofundam, de Assembléia em Assembléia, ou em outros encontros diocesanos”.
| O QUE INDICAM AS RAÍZES? |
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A Árvore do Projeto Especial de Evangelização apresenta cinco grandes raízes, que correspondem às suas Fontes Inspiradoras. Nosso Projeto de Igreja orienta-se pelas mesmas fontes inspiradoras apontadas pela Igreja Católica, a saber: a PALAVRA DE DEUS, o MAGISTÉRIO DA IGREJA, os TEÓLOGOS, MÍSTICOS e SANTOS, os SINAIS DOS TEMPOS e a SENSIBILIDADE DOS FIÉIS.
O QUE O TRONCO INDICA? |
O tronco da Árvore do Projeto Especial apresenta o IDEAL DIOCESANO, isto é, o rosto da Igreja que queremos ser, que devemos ser e que Deus nos quer tornar aqui na Fronteira Oeste: uma Igreja TODA MISSIONÁRIA, TODA TRANSFORMADORA, TODA COMUNHÃO E PARTICIPAÇÃO, TODA MINISTERIAL e TODA ACOLHEDORA.
O QUE APRESENTA O GALHO ESQUERDO? |
A “Árvore do Projeto” possui três grandes galhos. O galho da esquerda traz os chamados PROJETOS COMUNS PERMANENTES, que são aqueles compromissos fundamentais para a concretização do Ideal Diocesano e que devem ser assumidos por todos como sinais de unidade Diocesana. Eles formam a chamada “TRADIÇÃO VIVA DA DIOCESE”. Os Projetos Comuns são:
1. Compreensão, Compromisso e Engajamento de Comunidade
2. Exercício de Coordenação Participativa
3. Capacitação de Agentes
4. Dízimo – Sentido de Pertença
5. Romaria Diocesana
6. Missão e Evangelização
7. Integração das Pastorais Sociais
8. Pastoral Urbana
9. Integração dos Movimentos Eclesiais no Projeto Diocesano

O QUE MOSTRA O GALHO CENTRAL? |
O galho do centro da Árvore do Projeto Especial de Evangelização propõe o Fundamental Diocesano ordenado em temas anuais, chamados PROJETOS ARTICULADORES, servindo de conteúdo para a ação pastoral e para a formação de agentes. São eles:
2004 – SONHO DE DEUS
2005 – DIOCESANIDADE
2006 – MISSÃO – EVANGELIZAÇÃO
2007 – COMUNHÃO - COMUNIDADES
2008 – ESPIRITUALIDADE
2009 – SINAIS DOS TEMPOS
2010 – ANO SANTO DIOCESANO
E O GALHO DIREITO, O QUE PROPÕE? |
O galho direito, na Árvore do Projeto Especial de Evangelização, traz os chamados PROJETOS ESPECÍFICOS, os quais estão diretamente ligados às exigências necessárias para sermos uma “Diocese Plena”. Ou seja, indicam aquilo que nossa Igreja Particular ainda não oferece para o povo da região. Os Projetos Específicos são:
QUAIS SEUS ALVOS PREFERENCIAIS? |
O Projeto Especial de Evangelização “Rumo ao Centenário da Diocese” se dirige a todos; mas, sem excluir ninguém, busca atingir, de modo preferencial, estes cinco alvos em meio ao povo e à realidade da Fronteira Oeste:
Tendo diante dos olhos seu Centenário de existência, em 2010, a Diocese de Uruguaiana elaborou, durante três anos, com participação de todas as suas forças vivas, um Projeto Especial de Evangelização. (...) Roguemos a intercessão de Nossa Senhora Conquistadora e de São Miguel Arcanjo, padroeiros principais da Diocese de Uruguaiana, a fim de que Deus nos conceda a graça de contribuir eficazmente, através do novo Projeto de Evangelização, para chegarmos a ser uma Diocese Plena, que realiza aqui, em favor do povo da região, tudo o que Jesus Cristo realizou na Palestina em favor da humanidade (Dom Ângelo Salvador, na promulgação do Projeto Especial de Evangelização “Rumo ao Centenário da Diocese”).

1. |
No alto do ícone aparece o nome canônico da nossa Igreja Particular – Diocese de Uruguaiana. Indica nossa “Terra Santa”: a região da Fronteira Oeste do Estado do Rio Grande do Sul cujo povo deve ser evangelizado. A Diocese deverá oferecer a ele todos os serviços eclesiais. “Em comunhão com toda a Igreja universal em todo o mundo, a Diocese de Uruguaiana tem a missão de continuar aqui nesta Terra Santa a missão de Jesus Cristo, realizando aqui, em seu território e em favor deste povo, tudo o que Jesus Cristo realizou na terra da Palestina, em favor de toda a humanidade” (Rumo ao Centenário da Diocese, 116).
2. |
A cruz, símbolo da vida cristã, na qual se manifestou fortemente o amor de Deus pela humanidade (cf. Jo 3, 16), é também sinal da ação evangelizadora da Diocese de Uruguaiana. A cruz, por isso, está formada no traçado de dezesseis linhas, indicando as 16 Paróquias que atualmente constituem nossa Diocese.
3. |
A cruz forma quatro setas que apontam para o mapa da Diocese, revelando o esforço de unidade na ação evangelizadora. “Para o cristão da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, esta é nossa Terra Prometida. A nós, Deus diz o que já dissera a Moisés: “Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é chão sagrado”. Aqui é nosso Monte Horeb, o monte de Deus. Aqui a sarça está em chamas, mas não se consome. Aqui acontece para nós a História da Salvação. O Evangelho deve ser vivido aqui. Aqui recebemos os tesouros da Vida Nova. Daqui partiremos para a eternidade” (Rumo ao Centenário da Diocese, 115).
4. |
Ainda na cruz aparece a inscrição 1910-2010. Trata-se de duas datas importantes na vida da Diocese de Uruguaiana: a data de sua fundação, em 15 de agosto de 1910, pela Bula “Praedecessorum nostrorum”, do Papa Pio X, e a data da celebração de seu centenário. No hino “Ser Diocese de Uruguaiana”, composto pelo Fr. Luiz Carlos Susin, a Diocese roga: Nesta terra de fronteiras, campo aberto; na lembrança de um século de bênçãos, outro século de frutos generosos Te pedimos: que o futuro seja o Reino!
5. |
Na base da cruz está a indicação dos 100 anos da Diocese de Uruguaiana. Lembra-nos o desafio de preparar seu centenário através do Projeto Especial de Evangelização, cujo objetivo é “contribuir para que a Igreja Particular de Uruguaiana possa vir a ser uma Diocese Plena, que ofereça todos os serviços da Igreja a todo o povo da região” (Rumo ao Centenário da Diocese, 120).
6. |
Em sua versão colorida, o ícone do centenário da Diocese destaca as cores da estampa de Nossa Senhora Conquistadora, que, ao lado de São Miguel Arcanjo, é Padroeira da Diocese de Uruguaiana.
O ícone do Centenário da Diocese foi proposto pelo Conselho Diocesano de Presbíteros, em reunião no dia 27 de dezembro de 2003, e confeccionado gratuitamente pelo Moisés Antônio Barboza, de Santiago.
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Ó |
Deus, nós vos louvamos porque, por vosso Filho, no Espírito Santo, nos ensinais a lembrar com gratidão o ”Projeto Diocesano”, a viver com paixão o ”Projeto Especial de Evangelização” e acolher com alegria o ”Plano de Pastoral e de Formação” de cada ano, tendo em vista o ”Centenário da Diocese”.
Nós vos agradecemos porque nos indicais as ”Fontes Inspiradoras” de nossa vida e ação; nos interpelais com os ”desafios da realidade”; iluminais nossa mente para entender o ”Fundamental Diocesano”; aqueceis nosso coração para amar o ”Ideal Diocesano” e adestrais nossas mãos e pés para executar os ”Projetos Pastorais”.
Ó Deus, vós quereis que o território onde moramos seja nossa Terra Santa; que nossa Igreja Particular venha a ser uma ”Diocese Plena”; que, aqui, se realize, em favor deste povo, tudo o que vosso Filho realizou na Palestina, em favor da humanidade.
Senhor, em que podemos ajudar? Vós fizestes de vosso Filho a videira e de nós seus ramos. Somos, pois, com vosso Filho, árvore boa. Fazei que a árvore boa produza bons frutos.
Assim seja!
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A Diocese de Uruguaiana sente-se bastante integrada na caminhada do I Fórum da Igreja Católica no RS, especialmente porque entre suas propostas está a celebração de seu centenário, juntamente com a Arquidiocese de Porto Alegre e as Dioceses de Pelotas e de Santa Maria. Já se percebe um bom processo de mobilização diocesana em vista da preparação ao Fórum e a participação do povo da Diocese na mesma. Nesse sentido, é importante a palavra de Dom Ângelo Salvador, destacando a validade do Fórum:
| N |
ão obstante o carnaval “temporão” de Uruguaiana, nada mais há que nos impeça de ingressar, de corpo e alma, no Ano Pastoral 2007. Ora, o novo Ano Pastoral, que concretamente se inicia, merece especial atenção, por variadas razões, tanto de ordem diocesana e regional, quanto de ordem nacional e latino-americana. (...)
Em termos regionais, 2007 é ano do Fórum da Igreja Católica. Por que um FÓRUM? Jesus Cristo, querendo avaliar sua missão no mundo, reuniu os discípulos, num pequeno fórum, e perguntou-lhes: Que dizem as pessoas que eu sou? A Igreja Católica quer também avaliar sua vida e missão: Quer tomar maior consciência de si mesma, vendo-se nas repercussões que ela provoca na opinião pública. Por isso, ela também pergunta a seu povo: Que dizem os homens que eu sou? (Década da Diocese, março/2007).