A Catequese no Regional Sul 3
Memória histórica dos anos de 1963 -2007
INTRODUÇÃO
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O Regional Sul 3, abrangendo inicialmente as dioceses dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, teve seu começo em abril de 1962, a partir de necessidades pastorais. Iniciou com os Setores de Catequese e Liturgia. Aos poucos foram surgindo outros setores. O primeiro encarregado do Setor de Catequese foi o Ir. Antônio Cechin. O Pe. Orestes Stragliotto conseguiu do provincial da Congregação Marista que Ir. Cechin fosse liberado para organizar com ele o departamento de catequese da CNBB. A partir de então, aconteceram encontros de catequese em Caxias do Sul (Ana Rech) e em diversas dioceses. Em seguida, as dioceses procuraram organizar-se à luz da organização regional. O Secretariado começou no ano de 1963 com 3 membros. A área de atuação, naquela época, se restringia quase que exclusivamente à Arquidiocese de Porto Alegre.
Os primeiros passos de ação tinham como característica, entre outros, dois princípios: a pastoral de conjunto e, ao mesmo tempo, a pastoral de pequenos grupos, com vistas a propiciar um trabalho encarnado na realidade das bases. Logo de início fez-se o possível para coordenar e dinamizar os setores considerados os mais importantes: Liturgia, Catequese e Ação Católica. Desde logo havia a preocupação de uma forte ligação com a Ação Católica.(1)
Coordenadores Regionais da Catequese
Ir. Antônio Cechin - 1964 / 1965
Pe. Firmino Caberlon - 1966 / 1967
Ir. Pedro Ruedell - 1968 / 1972
Pe. Irineu Aloysio Brand – 1972 / 1973
Pe. Agostinho Sauthier – 1976 / 1979
Ir. Elisabeth Stümpfler – 1979 / 1982
Ir. Pedro Ruedell – 1988 / 1997
Prof. Paulo Schnorr – 1998 / 2003
Pe. Luís Francisco Ledur – 2004 / 2006
Atualmente o Setor Regional de Catequese, com o nome de Animação Bíblico-Catequética, é constituído pelas coordenações diocesanas de catequese, tendo à frente um coordenador, um bispo e uma equipe de reflexão formada por leigos, religiosos/as e padres. Dom Jacinto Flach é o atual bispo referencial.
O Regional Sul 3 é formado por 17 dioceses e 5 vicariatos.
A Diocese de São Pedro do Rio Grande do Sul, desmembrada da Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, foi a primeira. Criada em 7 de maio de 1848, pelo Papa Pio IX. Seu primeiro bispo foi Dom Feliciano José Rodrigues Prates (1853-1858). Natural de Gravataí era vigário de Encruzilhada do Sul e tinha 70 anos quando o Imperador Dom Pedro II o convidou para ser o primeiro bispo do Rio Grande do Sul. Em 15.08.1910, a diocese foi dividida em 4 circunscrições eclesiásticas, sendo criadas as dioceses de Pelotas, Santa Maria e Uruguaiana. Porto Alegre foi então elevada à Arquidiocese. O primeiro arcebispo foi Dom Cláudio José Gonçalves Ponce de Leão (1910-1912). A Catedral Metropolitana de Porto Alegre é dedicada à Mãe de Deus(2).
ETAPAS SIGNIFICATIVAS DO SETOR REGIONAL DE CATEQUESE – SUL 3
- O Setor Regional de Catequese (SRC) foi criado em outubro de 1964, com os objetivos de organizar a catequese nas dioceses, propiciar renovação catequética e oferecer subsídios catequéticos adaptados à renovação. Isso aconteceu no assim chamado Primeiro Encontro Regional de Catequese Renovada. Nos primeiros anos, por exigência das circunstâncias, a equipe de coordenação era responsável por toda a dinamização da catequese no Regional. Não existiam equipes diocesanas de catequese. Contudo, a partir de 1971, vai crescendo a consciência de equipe regional de catequese, composta por todos os coordenadores diocesanos de catequese, acentuando-se o aspecto de corresponsabilidade regional. A linha básica que sempre esteve mais ou menos presente como inspiradora de toda a ação catequética é a fidelidade à realidade, isto é, por meio de uma leitura fiel da realidade, procurar detectar nela os sinais dos tempos e, na história dos homens, explicitar e anunciar a fé em Jesus Cristo(3).
- A primeira equipe de Catequese esteve a cargo das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado que, em 1964, apresentou o 1º volume de uma nova coleção de livros para a catequese. A equipe envidava esforços para constituir um grupo maior de representantes para repensar a catequese. Neste mesmo ano, foi apresentado um documento com pontos de reflexão como contribuição para uma renovação catequética. Numa crítica à catequese da época, este texto dizia: “O catecismo em geral, como é dado atualmente, não atinge a finalidade da catequese, que é a educação da fé. Transmite noções que apenas são apreendidas, mas não convertem, nem levam consequentemente a uma vivência”.
Entre as principais falhas apontadas constam:
- “Racionalista: abstrato e intelectual;
- Moralista: primazia do acidental em detrimento do essencial;
- Individualista: “Salva a tua alma”;
- Desiquilibrado: não valoriza o essencial. Ex.: valorização maior das procissões e novenas do que a Santa Missa; realce à Cruz em detrimento da Ressurreição.;
- Apologético: polêmica de combate às heresias;
- Sentimentalista: infantilização da mensagem, exploração do sentimentalismo, conversão psicológica”(4).
- Em 1966/67, sob a coordenação de Ir. Antonio Cechin, foram elaboradas fichas catequéticas elaboradas no Centro de Juventude e Cultura baseado no Centro de Cultura de Paulo Freire. Os acadêmicos que formavam esses centros de cultura iam às bases em busca das palavras geradoras do Método Paulo Freire. “Com esse instrumental global de análise da realidade aconteceu a inovação na catequese, deixando de ser apenas doutrinária. Era a boa-nova partindo do cotidiano, a partir da realidade e da vivência das pessoas”(5).

Cursos de formação e catequese na escola
- Uma das características da catequese na época era a sua inserção no processo educacional global na escola e em todos os setores que influíam neste processo: Associação de Pais, Grêmios Estudantis, etc... Muitos padres eram considerados professores de ensino religioso. A Ir. Carmen Barbosa foi a autora da primeira coleção de livros que fez a distinção entre catequese e ensino religioso. Como representante da catequese na Secretaria Estadual de Educação, Ir. Carmen começou a reflexão e a prática dos ditames legais do ensino religioso, distinguindo-o da catequese e dando-lhe um cunho de disciplina escolar. O Pe. Alberto Etges (posteriormente bispo Dom Alberto) foi o primeiro padre encarregado da catequese e do ensino religioso nas escolas da arquidiocese de Porto Alegre. No início da década de 60 um fato que denota preocupação com a formação de professores/catequistas nas escolas aconteceu em São Leopoldo através das aulas de catequese pelo rádio. Pe. Inácio Ermindo Justen elaborava e dava-as num horário assistido pelos professores nas escolas da região(6).
- Em 1965 começa a realização de cursos de catequese para sacerdotes, religiosos e, principalmente, professores de Ensino Religioso. Neste ano, todos os sábados, durante 3 horas, um grupo de 60 catequistas participa de um curso, em Porto Alegre. São os primeiros catequistas com formação específica, no RS. Cursos extraordinários são realizados com a finalidade de atingir professores dos cursos primários e dar-lhes as grandes linhas da Renovação Catequética. Numa segunda etapa pretendia atingir-se os educadores de adolescentes e, finalmente, o mundo dos adultos. Os cursos realizados no decorrer de 1965 atingiram aproximadamente 6 mil pessoas, entre sacerdotes, religiosos e leigos, prevalecendo o número de professores. Foram atingidas 180 normalistas e orientadoras do Ensino Religioso junto às Delegacias de Ensino.
- Em 5 de março de 1966 aconteceu a criação do Instituto Superior de Pastoral Catequética (ISPAC), com a finalidade de, além de preparar catequistas dentro de uma renovação catequética conforme o Vaticano II, formar agentes de pastoral capazes de atuar na coordenação de catequese paroquial ou diocesana, orientar professores de Ensino Religioso, liderar movimentos de pastoral, criando mentalidade evangelizadora inserida na realidade. O primeiro diretor do ISPAC foi o Pe. Firmino Caberlon (1966 / 1968); Pe. Agostinho Sauthier esteve na direção de 1969 a 1970. Frei Bernardo Cansi (*1936 +1996), grande impulsionador da liturgia e da catequese renovada no Brasil, foi aluno do ISPAC e também seu professor.
- Em 1968 surgem várias escolas diocesanas de catequese: Caxias do Sul, Porto Alegre, Santa Maria, Passo Fundo, Vacaria e Pelotas. O Regional Sul 3 incentivava a criação destas escolas. Em Porto Alegre foram criados 4 Cursos de Formação de Catequistas - CFCs (cursos intensivos de 5 etapas durante as férias) e 4 cursos promovidos pela Escola Arquidiocesana de Catequese – EAC (com duração de 2 anos – um dia por semana).
- Em janeiro de 1970, com 85 alunos, foi criado o COCEM – Curso para Orientadores de Catequese do Ensino Médio – com o objetivo de formar agentes de pastoral para atuar na formação de catequistas, na orientação e coordenação da catequese, sobretudo escolar, em nível de Ensino Médio, dando uma fundamentação geral para a ação pastoral em outras áreas, mas, sobretudo, provocando um engajamento real na pastoral, de acordo com as exigências da realidade do homem situado no Regional Sul 3. Lançado, inicialmente, por uma equipe central indicada pela CRB, de comum acordo com a CNBB, em 1972 este curso passou a ser integrado e coordenado pelo Instituto de Pastoral Sul 3, que lhe deu uma maior expressão regional. Este curso atingia agentes – religiosos e leigos – do RS, SC, PR e SP. Em 4 anos (1970 /73) as etapas finais tiveram ao todo um registro de freqüência de 240 alunos. O diretor do COCEM foi o Pe. Ernesto Goeth. Várias dioceses também mantinham cursos com o objetivo de formar coordenadores de catequese para as escolas e paróquias.
- Em 1997, a nova legislação para o Ensino Religioso (Lei 9.475, de 22.07.97) altera a relação catequese/ensino religioso. Este passa a não ser mais de caráter confessional, passando do domínio das confissões religiosas para a área administrativa dos sistemas de ensino. A partir deste momento, a catequese não conta mais com a escola como sua grande aliada no desenvolvimento de um ensino religioso catequético.
- No que se refere à formação de agentes de catequese, aconteceu um crescimento na formação de catequistas, com particular acento na dimensão bíblica. Em 1996, num trabalho de parceria com as dioceses e um Grupo de Reflexão sobre a Formação de Catequistas (GREFCAT), foi elaborado um Roteiro referencial de conteúdos para cursos de formação de catequistas.
A Bíblia na Catequese
- A primeira experiência de pastoral bíblica, como forma de fazer a Bíblia chegar ao povo e vista como movimento catequético, está registrada em 1967. Foram realizadas reuniões com professores, visitas às escolas, desfile de carros alegóricos, maratona bíblica, concurso de desenhos e quadros bíblicos, celebrações durante a Semana da Bíblia, chamadas radiofônicas, lançamento de 10 mil folhetos e colocação de Bíblias nas visitas domiciliares pelas Irmãs Paulinas. Dom Ivo Lorscheiter foi o iniciador dos Círculos Bíblicos e impulsionou o surgimento dos textos para estes grupos. Na década de 90, em parceria com o Serviço de Animação Bíblica (SAB), foi amplamente trabalhado o uso da Bíblia na catequese. Em 1994 foi celebrado no ANO BÍBLICO-CATEQUÉTICO, com o slogan: “Fala, Senhor, só tu tens palavras de vida” (Jo 6,68). O slogan e o cartaz foram resultado de um concurso realizado nas dioceses.
Processo do planejamento regional da catequese
- Como conseqüência da criação de equipes diocesanas de catequese, os encontros regionais são mais freqüentes, com compromisso de aprofundar a reflexão e concretizar as conclusões em suas dioceses. Finalmente, os Planos Regionais de Catequese possibilitaram uma ação catequética mais globalizada e coordenada em torno de seu objetivo específico: Educação da fé, com fidelidade à Palavra, ao Espírito e à Realidade.
- Em maio de 1973, a Comissão Episcopal de Pastoral (CEP) apresentou o 1º Plano Regional de Catequese , elaborado pela equipe regional e pelos coordenadores diocesanos de catequese. Fundamentado no 4º Plano de Pastoral Orgânica do Regional Sul 3, a catequese assume como tema: “EDUCAÇÃO da FÉ, com fidelidade à PALAVRA que convoca, reúne, cria, forma, une a comunidade dos que crêem, esperam e amam; com fidelidade à REALIDADE, expressa nos condicionamentos sócio-culturais e nas aspirações perenes; e com fidelidade ao ESPÍRITO SANTO que transforma a ação eclesial em ação crística, teândrica, redentora, salvadora, libertadora!”
- Em 1977, conforme as Diretrizes da Ação Pastoral da Igreja no Rio Grande do Sul, foi elaborado o 2º Plano Regional de Catequese, com os seguintes objetivos: a)_ Geral: EVANGELIZAÇAO dos marginalizados e dos grupos de influência, transformando grupos eclesiais em comunidades – missão; b)- Específico: EDUCAÇAO da Fé, em vista da participação na comunhão e na missão eclesial, com fidelidade à mensagem e à pessoa..
- No encontro regional de 1981, após a 5ª Assembléia do Conselho Regional de Pastoral (COREPAL), foi elaborado o 3º Plano Regional de Catequese, tendo como orientação catequética o seguinte objetivo geral: Revitalizar a Educação da Fé, em comunidade, a partir da opção preferencial pelos pobres, em vista do homem comprometido com a construção de uma sociedade justa e fraterna, para que aconteça o Reino de Deus. Como objetivos específicos: a) - Formar agente à luz do evangelho, com consciência crítica e espírito comunitário; b) – Avaliar permanentemente a ação catequética.
- Em 1985, sintonizando a sua reflexão com as Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil e com as Diretrizes do Regional Sul 3, o Setor Regional de Catequese apresentou o seu 4º Plano Regional de Catequese, fundamentando-o com a seguinte temática: CATEQUESE: como PROCESSO COMUNITÁRIO-PERMANENTE de Educação da Fé – à luz da opção preferencial pelos pobres – em vista de uma sociedade justa e fraterna – início e esperança do Reino definitivo.
- O Projeto de Evangelização Rumo ao Novo Milênio da Igreja no Brasil (1997-2000)iluminou o planejamento regional e contribuiu para um aprofundamento dos temas previstos para cada ano e uma maior integração entre a Catequese e a Liturgia. Os 4 cursos foram assessorados pelo Pe. Érico Hammes, da Diocese de Santa Cruz do Sul e professor da PUCRS.
- De Janeiro/2003 a Janeiro/2004 – em 3 etapas de seis dias cada, em Porto Alegre, numa promoção do Setor Regional de Catequese, foi realizado o Curso de Capacitação de Agentes de Catequese com a participação de catequistas e coordenadores de todas as dioceses do Regional.
Apoio dos bispos à catequese
Em 11.11.82, os Coordenadores Diocesanos de Catequese, em carta, expressam “o reconhecimento pela importância que os bispos vêm dando à catequese nos últimos anos, sobretudo pela ênfase dada a uma catequese renovada”.
Década do documento Catequese Renovada
- A partir de 1983, e anos seguintes, é priorizado o estudo e aprofundamento do documento Catequese Renovada(7) e realizados esforços para que suas orientações chegassem até às coordenações paroquiais. São realizadas análises criticas sobre as práticas vigentes, encontros, cursos, palestras, assembléias, congressos e semanas catequéticas. No dia 3 de outubro de 1993, no Salão de Atos do Colégio Rosário – Porto Alegre - foi levado a efeito o Congresso Regional para celebrar os 10 anos de caminhada da Catequese Renovada. De todas as dioceses do Regional vieram delegações para participar deste evento.
Sintonia e participação em âmbito nacional
- A participação em todos os eventos em âmbito nacional (5 Encontros Nacionais de Catequese e reuniões anuais de coordenadores regionais) possibilitou o processo muito forte de comunicação entre a Assessoria Nacional da Catequese, o Regional e as Dioceses, detectando urgências e necessidades e, como conseqüência, busca de novos caminhos de evangelização.
- Em 1985 e 1986 o Setor Regional de Catequese participou ativamente da reflexão e preparação da 1ª Semana Brasileira de Catequese (12 a 18.10.86), que tinha como meta um amplo e diversificado programa de operacionalização do Documento Catequese Renovada.
- De 1989 a 1992, o Setor Regional de Catequese engajou-se com muita ênfase nas atividades da MOBILIZAÇÃO NACIONAL DE CATEQUESE (MNC). Com assessoria nacional e regional, a maioria das dioceses elaborou seus próprios instrumentos de trabalho para “Fazer ressoar a Palavra de Deus na comunidade, na história e na cultura”.
- O processo de mobilização e de estudos da 2ª Semana Brasileira de Catequese iniciou em maio de 2000 e teve seu desdobramento em outubro de 2001, processo do qual o Setor Regional participou, tanto nos estudos do tema “Com adultos, catequese adulta”, como durante o evento, em São Paulo. O tema da 2ª Semana foi o principal assunto do Seminário Regional de Liturgia e Catequese, realizado na diocese de Santa Maria, nos dias 28 a 31 de abril/2001, que teve como assessores o Pe. Vilson Dias de Oliveira (da CNBB Nacional) e o Pe. Gustavo Haas (Coordenador de Liturgia da Arquidiocese de Porto Alegre).
“Nosso caminhar com a catequese urbana”
- Em 1969, um Encontro Regional de Coordenadores Diocesanos aborda os temas: Catequese da Infância, Catequese de Adolescentes, Catequese de Adultos. Sobre esta última pairava a indagação: “Devemos falar de uma catequese ou de evangelização de adultos? Ou trata-se de uma re-evangelização”?
- Em busca de uma pastoral urbana, o Regional começou a reflexão em torno de uma evangelização, não apenas na mas de cidade. Em outubro de 1979 foi realizada a X Semana Pastoral Regional Sul 3, sobre a problemática da urbanização e os desafios da cidade para a evangelização. Temática: O desafio da cidade – O homem urbano – Paróquia no meio urbano – Rezando sobre a cidade.
- Em 1992 / 93, durante o processo de inculturação da catequese foi trabalhada uma proposta metodológica denominada “Nosso caminhar com a catequese urbana”. Foi realizado um Seminário Regional sobre Catequese Familiar Urbana e um curso sobre o tema, assessorado pela Profª Terezinha Cruz, da equipe de coordenação da CNBB de Brasília. A participação ativa, com a devida preparação anterior, nos 5 SULÕES DE CATEQUESE, contemplou amplamente a questão da pastoral urbana.(8)
Católicos Batizados “Afastados”
- O Projeto “A Igreja e as diversas situações de batizados” teve especial preocupação com os católicos afastados da vida da Igreja. Na busca de uma nova ação evangelizadora e catequética foi realizado um Seminário (outubro/96), precedido de uma pesquisa com especialistas na matéria, que visava conhecer e caracterizar o universo psico-religioso-social dos “afastados”. No livro “Igreja Questionada”(9) foram publicados o processo e os resultados da pesquisa (Representação social da Igreja entre Católicos Batizados Afastados), o conteúdo desenvolvido pelos assessores, as conclusões e encaminhamentos dados pelo respectivo Seminário, que teve como principal assessor o Prof. Riolando Azzi.
Pesquisa sobre a realidade da catequese no Regional
- Em 2005 foi realizada uma pesquisa em âmbito regional com a finalidade de fazer um levantamento da realidade da catequese no Regional Sul 3. Desta pesquisa, respondida por 572 das 706 paróquias, destacamos alguns dados estatísticos: - Nº. de inscritos na catequese de : 1ª Eucaristia – 73 540; Crisma – 55 067; Adultos – 6 513. Número da catequistas: 1ª Eucaristia – 13 698; Crisma: 8 213; Adultos: 1 264. N° de comunidades: urbanas – 2 575; rurais – 5 768.
SINTETIZANDO:
Programas que nortearam os rumos da catequese no Regional Sul 3 nos últimos anos (1990 / 2006):
► Formação de agentes de catequese para um mundo em mudança, tendo presente a Igreja com as diversas situações de batizados
►
A Bíblia como livro inspirador da catequese
► Catequese urbana e inculturada
► Família: desafio para a catequese
► Integração Catequese/Liturgia
►Catequese com adultos
► Estudo e aplicação das orientações do novo Diretório Nacional de Catequese
DESAFIOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS
- Prioridade para a catequese com adultos, tendo como pano de fundo o processo de educação permanente da fé. (A prática revela ainda uma catequese muito restrita às crianças e adolescentes em vista da preparação para a Primeira Eucaristia e Crisma).
- Formação de catequistas
- Catequese integrada no conjunto da ação evangelizadora
- Comunidade paroquial: fonte – lugar e meta da catequese
- Estudo e aplicação das orientações do novo Diretório Nacional de Catequese
- Instituição do Ministério do Catequista
CONCLUSÃO:
“A vida se manifestou, nós a vimos e a testemunhamos” (1Jo1,2). O presente trabalho, elaborado por ocasião da preparação do 1º Fórum da Igreja Católica no RS, expressa a esperança de que ele seja um instrumento de avaliação da caminhada, de compreensão das realidades com características próprias de cada época; sirva de estímulo a todos quantos abraçam a causa da evangelização e da catequese, além de ser um reconhecimento de gratidão pela dedicação das pessoas nele citadas e dos milhares de catequistas anônimos espalhados pelas comunidades do Rio Grande do Sul.
Porto Alegre, junho de 2007
Carmen Rowedder
Secretária Animação Bíblico-Catequética
CNBB Sul 3
Fontes de consulta:
Boletins Informativos do Regional Sul 3
Revista Renovação – publicação do Regional Sul 3 desde junho/1967
Documentação do Setor Regional de Catequese
Entrevistas: Pe. Irineu Brand – Ir. Pedro Ruedell – Pe. Agostinho Sauthier
(1)Boletim Informativo n.º 1 – Regional Sul 3 – junho/63
(2)Guia da Arquidiocese de Porto Alegre
(3) Revista RENOVAÇÃO – nº 100 - 1976
(4) Boletim Informativo – Regional Sul 3 - 1964
(5) Entrevista Ir. Cechin – Ecumenismo de Justiça – Reflexão e Prática – Pe. José Carlos Stoffel - Pag. 172
(6) Cfe. relato Pe. Irineu A. Brand
(7) Catequese Renovada – Orientações e Conteúdo – Doc. n.º 26 - CNBB
(8) 1992: Pastoral Urbana e Catequese (São José dos Campos – SP)
1995: Em busca de uma catequese urbana (Caxias do Sul – RS)
1998: A linguagem catequética do terceiro milênio no mundo urbano (Lages – SC)
9) Igreja Questionada – Vozes – 1998 – Carmen L.Grisci – Pedrinho Guareschi – Pedro Ruedell