
O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, e o presidente do
Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC), pastor Carlos Möller, assinam no
dia 2 de novembro em Bruxelas/Bélgica a Declaração Ecumênica da Água como
Direito Humano e Bem Público. O texto será ratificado também pelos bispos de
bispos de Namur e Brugges, pelo encarregado do ecumenismo na Bélgica, Abade
Thaddee e pelo representante da Igreja Reformada,
Já em Genebra (Suíça), no dia 6 de novembro, dom Dimas e pastor Möller se reúnem com o secretário geral da Conferência Episcopal Européia, Mons. Tomasi e com o embaixador do Vaticano junto à ONU em Genebra, além de outras autoridades. Terão ocasião de conhecer a proposta de cientistas suíços sobre a implantação, no Brasil, de uma Academia Internacional das Águas.
Na Declaração Ecumênica sobre as águas, as Igrejas reconhecem “que a água é um bem fundamental para a vida humana; que o acesso à água é um direito humano; que a água tem um significado espiritual e que a água tornou-se escassa para muitas pessoas”. No documento, os religiosos fazem quatro exigências: “que a água seja reconhecida como um direito humano como parte integrante do direito à alimentação adequada; que a água seja considerada e tratada como bem público; que sejam definidas prioridades legais para o uso da água e que o direito humano à água tenha um marco legal através de uma Convenção Internacional da Água”. Os signatários da Declaração sobre a água se comprometem a convidar suas respectivas Igrejas a apoiarem a Declaração; a motivar a opinião pública e outras organizações a assumirem a Declaração e a exigir que os governos de seus respectivos países se comprometam a assumir o direito humano à água e a declará-la como bem público.