Pesquisa elaborada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em
parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) revela que a idade de
início de consumo de álcool diminuiu nos últimos anos. Jovens que têm hoje
entre 18 e 25 anos de idade começaram a beber aos 15, enquanto adolescentes de
O 1º levantamento nacional sobre os Padrões do Consumo de Álcool na
População Brasileira foi realizado entre novembro de 2005 e abril de 2006 com
dados representativos de 100% da população brasileira. "É uma adolescência
bastante tenra. Provavelmente isso é uma tendência que vem acontecendo há muito
tempo, de geração em geração", explica a psicóloga Ilana Pinsky, uma das
responsáveis pela pesquisa.
De acordo com o estudo, dois terços dos
adolescentes são abstinentes. Mas 16% do total, ou, metade dos que consomem
álcool, já beberam pelo menos quatro doses em uma mesma ocasião, considerado o
padrão de consumo de mais alto risco. Entre esses, 30% fizeram isso duas vezes
por mês ou mais no último ano. Apesar de ser proibido vender bebidas alcoólicas
para pessoas menores de 18 anos, há pouca fiscalização e são raros os bares que
pedem documento de identidade para os jovens.
A facilidade de comprar, o preço
baixo (o Brasil está entre os países em que a cerveja é mais barata) e a grande
tolerância social à bebida são fatores que contribuem para o início precoce do
consumo de álcool.
A exposição a doenças sexualmente transmissíveis e a acidentes de carros são agravadas pelo consumo álcool. "Em grande quantidade o álcool desinibe, diminui a atenção e provoca a perda dos reflexos. O adolescente ainda não tem a compreensão perfeita da realidade, por isso está exposto a muito mais riscos do que um adulto diante de uma intoxicação alcoólica", alerta a presidente da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Drogas (Abead), Analice Gigliotti(Site: Família Cristã)