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Pe. Giovanni Corso é cidadão de Porto Alegre
Quinta, 13 de dezembro de 2007
Elton Bozzetto

Foto: Fernanda Fell / CMPA
        Sessão Solene de outorga do Título Honorífico de Cidadão de Porto Alegre ao Padre Giovanni Corso   

O padre Giovanni Corso, pároco da Igreja Pompéia, recebeu, na tarde desta terça-feira, o título de Cidadão de Porto Alegre, concedido pela Câmara Municipal da Capital em reconhecimento ao trabalho de personalidades não nascidas na cidade. Proposta pelo vereador Carlos Todeschini (PT), a solenidade foi realizada no Plenário Otávio Rocha, com a presença de paroquianos, religiosos e amigos do padre, além de autoridades.

Nascido em Fonzaso, Itália, em 1937, padre Giovanni freqüentou o seminário dos scalabrinianos - os missionários dos migrantes - e estudou Filosofia e Teologia na cidade de Piacenza. Ordenado presbítero em 1962, chegou ao Brasil no mesmo ano, para atuar nas paróquias de Encantado (RS), Anita Garibaldi (SC), Campos Novos (SC), Passo Fundo (RS), Guaporé (RS) e Cascavel (PR). Como pároco da Igreja Pompéia, passou a dirigir o Centro Ítalo-Brasileiro-Americano de Apoio ao Imigrante (Cibai) e o setor de Migrações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desde 2002.

Todeschini afirmou que padre Giovanni merece todas as homenagens por encarnar a causa dos migrantes e excluídos. "Com sua equipe, ele se dedica aos migrantes pobres, que, muitas vezes, são vítimas de trabalho escravo e do descaso do Estado." Conforme Todeschini, “padre Giovanni levanta uma causa da maior relevância e significa uma luz de futuro, de bondade e de humanidade, mostrando que, para Deus, não existe fronteiras”.

Padre Giovanni agradeceu o diploma e a medalha que representam o título. Também agradeceu a presença de representantes de diversas religiões na solenidade. Levando um pão à tribuna, definiu os migrantes como as pessoas que partem de suas terras para poder "ganhar pão e liberdade". "Eles querem espaço para crescer de maneira digna, mas encontram dificuldades para isso", afirmou. "Vocês não sabem o que é viver sem uma carteira de identidade, sem rosto, sem fisionomia." Segundo o religioso, seu desejo é de que o título se transformasse no reconhecimento de todos estrangeiros e em leis mais humanas para os povos.


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