O jornalista e radialista Dogival Duarte, vice-diretor da Rádio Santa Sul, da Diocese de Santa Cruz do Sul, estará assessorando a oficina sobre o Rádio durante o I Fórum da Igreja Católica no RS. Em entrevista exclusiva, Dogival contou um pouco sobre a sua oficina, que já está com as inscrições quase encerradas.
Qual o objetivo desta oficina?
Dogival Duarte: Lançar um olhar sobre a radiodifusão hoje, ontem e no futuro próximo, bem como abordar coisas particulares do mundo do rádio, avaliar as vantagens e qualidades do rádio, bem como suas diferenças e peculiaridades. Abordar a ética e os compromissos do comunicador, principalmente o comunicador cristão. Outro objetivo não é ensinar técnica, até mesmo porque não se tem recurso tecnológico para isto, mas trabalhar a parte teórica da radiodifusão e, inclusive, valorizar a criatividade pessoal e a força de adaptação de cada um em trabalhar com os meios que se tem, mas com a criatividade diferenciada.
Porque debater esse assunto no Fórum da Igreja Católica?
Dogival Duarte: Como o Fórum é um resgate e projeção da caminhada da Igreja gaúcha, sem dúvida alguma a comunicação e, principalmente a radiodifusão, sempre foi algo presente nesta trajetória. Analisar a radiodifusão ou conferir seus efeitos e sua participação nesta caminhada é importante, ao mesmo que é fundamental sentir como o rádio vai continuar contribuindo ou presente na vida das comunidades católicas. É importante também saber como as comunidades, as paróquias e as dioceses estão se utilizando deste recurso de comunicação até mesmo para divulgação do próprio fórum.
O que espera mudar a partir desta oficina, que frutos ela pode trazer?
Dogival Duarte: Um dos bons frutos é a animação das pessoas. Com animação as pessoas facilmente enfrentam desafios e superam barreiras. Também superam a timidez (alguns), avançam, buscam recursos e procuram se inserir no mundo das coisas que buscam, neste caso a comunicação radiofônica. Outro fruto é despertar a potencialidade de cada um: quando a pessoa se propõe a seguir este caminho. Um por cem já é um ganho, um fruto benéfico.
O importante é semear. Ao fazer um resgate da trajetória do rádio, ao abordar a conjuntura do rádio e ao apontar caminhos ou descaminhos futuros, estamos semeando capacitação nos participantes, então, a capacitação é importante para qualquer trabalho, principalmente o trabalho de lidar com um meio que é uma concessão governamental para se tratar da realidade nacional, educação nacional, da informação com ética e qualidade como é o rádio, além da televisão.
Outro fruto é trabalhar a postura de um comunicador cristão, de um comunicador responsável, compromissado com o esclarecimento da realidade e a labuta para a superação das limitações comunitária e sempre em busca de melhorias da qualidade de vida para todos. Isto é possível sim quando você, através do rádio, é um exemplo de superação de desafios e limites e é seguido, mesmo no silêncio, por milhares de pessoas e comunidades.
O rádio, assim como outros meios, é um espelho: se você semeai banalidades, as pessoas colhem (bebem ou absorvem) banalidades. Se você semeia novos desafios, alegria, construção de novas realidades etc, as pessoas bebem ou absorvem novos paradigmas de superação do lugar comum, da miséria e partem para o crescimento pessoal. Ou seja: os frutos esperados são o crescimento pessoal, a consciência do valor e da importância do rádio na vida cotidiana, a busca da qualificação pessoal e profissional, o debate sobre a radiodifusão e o aperfeiçoamento através de dicas para a rotina profissional.