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Diocese de Frederico Westphalen divulga a beatificação de seus mártires
Elaine Strapasson Faccin

Tronco onde os mártires foram enterrados


As 38 Paróquias da Diocese de Frederico Westphalen, ainda à espera de um novo Bispo, estão representadas no I Fórum da Igreja Católica do Rio Grande do Sul. Todas se empenham a fim de divulgar a beatificação dos Mártires P. Manuel Gómez González e Coroinha Adílio Daronch.

Segundo o P. Cláudio Miro Monteiro, pároco de Tiradentes do Sul, a expectativa é muito grande: “Percebemos que até as pessoas que estavam afastadas da Igreja começam a voltar e buscam conhecer a história dos mártires”. As 800 comunidades vivem um momento de fé. Em frente a cada igreja está sendo construído um símbolo, composto por duas cruzes, uma planta chamada Cica (espécie de palma utilizada nas procissões de Domingo de Ramos) e uma pedra. Com isso representam o martírio e a vitória da vida sobre a morte.

Na tenda da Diocese é possível encontrar os troncos onde o Padre e o Coroinha foram martirizados. “Há controvérsias sobre o tipo de madeira, mas não há dúvida de que os troncos são esses mesmo”, salienta P. Cláudio.

O Fórum é a oportunidade de tornar conhecida a história e convidar as demais dioceses a participar da cerimônia de Beatificação, que ocorre no próximo dia 21 de outubro, a partir das 16h. O local será o Parque de Exposições de Frederico Westphalen.


Os Mártires


Pe. Manuel Gómez Gonzalez nasceu em 1877, na Espanha e foi ordenado sacerdote em 1902. Veio ao Brasil em 1913, sendo encaminhado à diocese de Santa Maria. Em 1915 foi nomeado pároco de Nossa Senhora da Luz, em Nonoai.

O Coroinha Adílio Daronch, gaúcho do município de Dona Francisca, nasceu em 1908. Sua família era muito religiosa, o que incentivou Adílio a ser coroinha e auxiliar nos serviços do altar e da paróquia.

Por defenderem a paz e a justiça, foram surpreendidos por inimigos da religião, levados para o mato, amarrados em árvores e fuzilados. Isso aconteceu no dia 21 de maio de 1924, perto de Três Passos. Os dois foram sepultados no cemitério local, depois no lugar do martírio e, em 1964, transladados para Nonoai.

Em 1996 foi iniciado o Processo de Beatificação na Cúria Diocesana. No dia 19 de dezembro do ano passado, o Papa Bento XVI reconheceu oficialmente o martírio e autorizou a solene beatificação.


Mais informações: www.martiresdors.com.br


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