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Tribos indígenas armam tendas no Fórum
Letícia Martins

tribos Charrua, Guarani e Kaingang

Entre os diversos expositores do Fórum, os índios das tribos Charrua, Guarani e Kaingang que vivem no RS, marcam presença de variadas formas, com trabalhos artesanais, instrumentos de uso pessoal e instrumentos de trabalho. Mas uma dessas formas é ainda mais especial. Trata-se de duas tendas indígenas montadas entre o prédio 40 e o prédio 41 da PUCRS, em frente à Famecos (Faculdade de comunicação Social). Nelas, as famílias de índios – a maioria com crianças – apresentam um pouco do cotidiano deles, comercializando, inclusive, os objetos que eles fabricam.

De acordo com Roberto Liebgott, membro do Cimi Sul, os Kaingang contam com uma população estimada em 30 mil índios; os Guarani são pelo menos 04 mil; e os Charrua representam um grupo que ressurge e reivindica o direito ao reconhecimento étnico. “A maior parte das terras destes povos não estão demarcadas em definitivo. No que se refere aos Guaranis, a situação é grave. A maioria dos grupos familiares vivem em acampamentos na beira das estradas, sem terra e sem receber uma assistência digna por parte do Estado Brasileiro”.

Índios gaúchos atraem padre italiano para o Fórum

Padre Alberto Reani

O italiano Padre Alberto Reani, 45 anos, veio de Pernambuco especialmente para o Fórum, na perspectiva de conhecer a vida e a missão dos indígenas do RS mostrada nas tendas e oficinas. Há 10 anos, ele mora no Nordeste, onde visita as tribos indígenas e acompanha especialmente duas de Pernambuco, desde 2005. A intenção do sacerdote é desenvolver, futuramente, trabalhos sociais com os índios, possibilitando a eles o envolvimento com a catequese. “O trabalho dos padres com os indígenas se resumia a rezar missa e ir embora. A Igreja entendeu que era necessário um convívio mais próximo, então eu fico mais livre para percorrer essas comunidades, conhecer as pessoas”, comentou.

Padre Alberto acredita que uma das vocações da Igreja é ser discípula-missionária – tema abordado na V Conferência da América Latina e do Caribe, realizada em maio deste ano – assumindo, desta forma, o Reino de Deus que Jesus veio instaurar. “Após o Vaticano II a Igreja começou a perceber a necessidade de ser missionária e cada vez mais isso se torna essencial”, disse o sacerdote.



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