Dom Jayme Chemello fez, às 13h30min de hoje, uma comunicação sobre a vida e a missão da Igreja na Amazônia. Ele propôs que se conheça o significado dessa região para o Brasil e para o mundo, que se tome consciência das situações vividas pelos seus povos e se faça um debate sério sobre as questões a ela relacionadas.
O Bispo de Pelotas abordou a diversidade sócio-cultural e religiosa e chamou atenção para o papel da Igreja: “Quando nossas Dioceses enviam um missionário para lá, têm de escolher o melhor, pois para ir à Amazônia é preciso ter fibra, é preciso ser muito bom”. Completou dizendo que geralmente as pessoas têm uma idéia equivocada desse “jardim de Deus, uma das maiores, mais diversas, complexas e ricas comunidades biológicas do mundo”.
Padre Eduardo Delazeri, da Paróquia Imaculado Coração, de Canoas/RS, assistiu a oficina sobre a Amazônia e disse que saiu revigorado. “Fiquei muito emocionado com o depoimento do Padre Loivo, mostrando que Deus toca os corações. No seu testemunho sobre a Amazônia, quando ele disse que saiu transfigurado, achei muito bonito. Ele falou que nós corremos perigo de morte quando assumimos nosso papel de cristão, mas é um perigo que vale a pena. Jesus Cristo deu a vida por nós, e nós somos convocados a sermos missionários. Esse mandato missionário é o grande enfoque do Fórum da Igreja Católica”, declarou.
A Pastoral na Região
Dom Jayme enfatizou que a pastoral é um grande desafio na Amazônia, pois são poucos os religiosos e o trabalho se torna muito caro devido às distâncias entre as comunidades. “É impossível cumprir o preceito da missa dominical”, ressaltou, lembrando que “a ajuda financeira é essencial”.
Sobre a presença da CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), o Bispo defendeu: “São elas que salvam a Amazônia”. Terminou alertando a Igreja para a gratidão aos missionários: “Quem não é grato é porque não conhece a realidade”.